Jorge Alberto

Jorge Alberto da Cunha Rocha (Rochinha, Bronks, Batmam, Primo) 13/02/1970-10/07/2008

  

  Primo, Porque tão cedo ?

 

Pois é primo, as coisas na nossa vida as vezes acontecem sem motivo aparente e ficamos tentando entender o motivo, o por que ou a causa.

Infelizmente na maiorias das vezes ficamos sem respostas e é esse um dos motivos que não aceitamos os fatos e continuamos sempre a procurar uma explicação.

Você sempre foi uma pessoa muito especial, e sabia disso, conseguia reunir ao seu redor o mais variado tipo de pessoas, tinha uma gama de amigos bem eclética, de porteiros de prédios a milionário executivo e todos tendo a você em comum, todos tendo a você como AMIGO.

Tive a felicidade de nascer seu primo, e no começo éramos só nós dois em uma família   em que predominava as mulheres, tivemos um convivo intenso na infância e no começo da adolescência, posteriormente a vida e a distancia não permitiram nosso convívio diário, porem no coração continuávamos aqueles dois moleques que brincavam na casa do vovô, que fazia  bagunça em Nova Ipanema e fantasiávamos com milhões de coisas que ainda estavam por vir. E sempre que nos encontrávamos era um bom motivo para colocarmos o papo em dia e voltar a ser criança.

Vi de longe o seu amadurecimento, e o nascimento da sua família, e o convívio com ela não foi na quantidade necessária, para falar a verdade foi muito pouca.

 

Na ultima Quinta-Feira, 10 de Julho de 2008, recebi uma noticia que realmente não esperava, e nem queria! E quando estava dirigindo a caminho do nosso ultimo encontro só conseguia lembrar dos vários momentos da nossa infância, dos muitos momentos alegres que você me proporcionou, e tenho certeza que não foi só para mim que você proporcionou esses momentos mas para todos os seus amigos. Das merdas que fazíamos quando jovens, e nunca aconteceu nada… alias, nunca achávamos que íamos ter algum problema, a não ser um ou outro esporro de nossas mães e tias…

 

Fui ao nosso ultimo encontro com o coração apertado, segurando a vontade de chorar, mas em dado momento não foi possível, tive que me ausentar do seu lado e dar vazão as lagrimas da nossa despedida mas mesmo nesse momento a imagem que me vinha a cabeça era da sua alegria, do seu sorriso moleque que mesmo nos momentos mais difíceis estava no seu rosto.

 

Primo, após muito refletir a única explicação que faz sentindo e acalma meu coração é que a sua missão entre nós estava completa, nem sempre os caminhos que você trilhou foram os mais fáceis ou corretos, mas o rumo estava sempre certo e cumpriu  com louvor.

 

Primo, Obrigado por tudo, e até logo!

 

 

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